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Como o Entendimento do Fim dos Tempos Pode Mudar Sua Vida

Você já ouviu falar sobre a bomba de hidrogênio e o estrago que ela faz? Tempos virão em que bombas de hidrogênio cairão e farão um grande e extensivo estrago no mundo. Eu me lembro como se fosse hoje. Eu tinha quatro anos de idade, e a minha família e eu estávamos na Holanda. Era uma linda noite de primavera em 1977. Foi uma conversa bem estranha com um amigo meu de infância, que me contava sobre estas coisas, mas essa foi a primeira vez que minha mente acordou para um cenário apocalíptico. De tempos em tempos eu fico imaginando se tal cenário realmente acontecerá.


Conforme fui amadurecendo, descobri que muitas pessoas carregam imagens em seu coração sobre como deve ser o apocalipse, até mesmo Hollywood – como em O Exterminador do Futuro, Dia da Independência (Independence Day), O Livro de Eli – compartilha desse cenário apocalíptico. Alguns dizem que 14% do mundo acredita em algum tipo de cenário apocalíptico. o Centro de Pesquisa Pew (PRC) relata que 39% dos estadunidenses creem em uma segunda vinda de Jesus e que ocorrerá enquanto estão vivos.


Muitos tem perguntas, mas nós não fomos deixados com a nossa própria imaginação para visualizar uma realidade apocalíptica. Eu conheci Jesus aos meus quinze anos e logo descobri como a Bíblia descreve o Apocalipse de forma tão detalhada a nós. É importante, porém, destacar que a Bíblia não conta sobre o fim do mundo, mas sim sobre o fim de uma era de escuridão que reinou por milênios e a inauguração e a consumação de uma nova (João 16:11; 2 Coríntios 4:4; Efésios 2:7). O fim desta era é marcada pela cruz de Cristo e culminará em um tempo de transição, com uma série de eventos únicos, conhecido como o Dia do Senhor ou o Dia de Cristo (1 Coríntios 10:11). A cruz de Cristo deu um golpe mortal no mau desta era (2 Coríntios 4:4; Gálatas 1:4; Colossenses 2:15).


O Dia do Senhor é um período futuro em que Jesus apresentará plenamente a glória do Seu Pai, ao julgar, redimir e reivindicar por todo o globo terrestre. A Bíblia tem pelo menos 80 versículos que falam diretamente sobre o Dia do Senhor, 150 capítulos descrevendo detalhadamente o fim dos tempos, e quase 100 versículos apocalípticos sobre o cotidiano da dinâmica pastoral. O Dia de Cristo é um tema extremamente discutido pelos profetas e apóstolos nas Escrituras. Existem mais de 60 passagens no Novo Testamento em que os apóstolos usaram o fim dos tempos para retratar a prática pastoral da igreja primitiva.


Há um profundo anseio e ansiedade no coração do homem em conhecer o futuro. Na América, a indústria que envolve os mentalistas, videntes, é uma indústria multibilionária com, pelo menos, 52% de crescimento desde 2005; executivos de cooperativas visitam videntes regularmente para determinar o rumo de seus negócios. Nós todos, crentes ou não, queremos saber o futuro, geralmente no contexto físico, emocional, financeiro e em qualidade de vida.


Entretanto, há um modo no mundo sobre como perseguir as coisas (como na indústria dos mentalistas), e há o modo e a perspectiva bíblica (como nas profecias bíblicas e na subjetividade do ministério profético). A tentação para nós que cremos é a de abordar as palavras proféticas como com uma bola de cristal e com o desejo de saber o que o futuro nos reserva quanto às nossas preocupações pessoais da vida, liberdade e felicidade. Só que essa abordagem nos leva a ver as profecias bíblicas meramente para matar uma curiosidade sobre o que acontecerá, não reconhecendo que não são simplesmente uma série de eventos mas sim eventos regidos zelosamente pelo Rei, o Santo de Israel – Cristo Jesus. Se o que nos espera do futuro é algo sabiamente administrado por uma pessoa real, então os eventos apocalípticos revelam sobre essa Pessoa e isso requer uma resposta de obediência ao Evangelho.


As Escrituras muito falam sobre o futuro da história da redenção e descrevem de forma detalhada as coisas que acontecerão na geração do retorno de Jesus. Em Apocalipse há a descrição de tudo que ocorrerá. E tais coisas não são simples eventos mas sim partes de um desdobramento ativo dos propósitos do Senhor. Se Deus não está simplesmente interessado em nos revelar o futuro, então o que as escrituras têm para nos dizer sobre as declarações proféticas de Deus, principalmente através dos profetas? Se os acontecimentos do fim não são só eventos e sim ações divinas realizadas por um Deus relacional, então passagens sobre estes dias nos dão sinais de movimentos de respostas, obediência e cooperação que podemos realizar com Ele.


Existem diversas passagens que nos indicam o que Deus está procurando. O estudo do fim dos tempos é para provocar adoração (Apocalipse 19:10); confiança no caráter e liderança de Deus (Isaías 41:4); conhecimento sobre Sua integridade (Isaías 41:26); Seu prazer e a certeza de Seus planos (Isaías 46:10); o entendimento de seus caminhos (Isaías 48:3); e o conhecimento de que no fim, o diabo não venceu (Isaías 48:5). Esses versículos geram respostas que formarão testemunhas em chamas e vitoriosas por todo o corpo de Cristo durante o maior abalo que a terra jamais viu (Daniel 12:1). Os profetas não dão simples olhares ao futuro como a uma bola de cristal – há uma mensagem que clama por uma resposta e uma sábia cooperação e parceria com Deus (Daniel 11:32-33).

Uma das passagens mais conhecidas sobre os tempos do fim é a em que Jesus discursa sobre isso no Monte das Oliveiras escrito em Mateus 24 (também em Marcos 13 e Lucas 21). Geralmente é o primeiro texto que vem à mente ao falar sobre os sinais do fim, principalmente quando o mundo está em tempo de pressões políticas e socioculturais (como guerras e pandemias), com razão. Esse incrível capítulo ressalta algumas importantes tendências e sinais, nos dando um olhar panorâmico para nos ajudar a discernir os tempos. Eu divido Mateus 24 em três componentes.


Primeiro, eu vejo o alarme de Jesus sobre a vinda do engano e a necessidade por verdade (vs 4, 11, 23-26). Em seguida, vemos o contexto global (vs 6-7, 9-10, 12, 29, 40-41). Por fim, o capítulo nos dá os conselhos de Jesus (vs. 4, 6, 13-14, 32-33, 42, 44-45). Essas três partes estão internamente conectadas. Enfatizar um sem as outras pode potencialmente levar ao cinismo, especulação e um esforço excessivo. Devido ao nosso alarme de saber sobre o que acontecerá no futuro, é fácil se perder no contexto global e esquecer dos conselhos e alarmes de Jesus para equipar a Igreja para ser vitoriosa e gloriosa nos tempos do fim. Jesus nos dá oito pontos essenciais em seus aconselhamentos:


  1. não se enganem (vs. 4)

  2. não se perturbem (vs. 6)

  3. permaneçam até o fim (vs. 13)

  4. preguem o Evangelho (vs. 14)

  5. aprendam a parábola da figueira (vs. 32)

  6. reconheça os sinais do fim (vs. 33)

  7. veja (vs. 42, 44) e

  8. fielmente alimente as pessoas na temporada final (Isaías 363:6, Jeremias 3:15; Mateus 24:45)


Deus não quer que Sua Igreja seja somente uma observadora do fim. Como Ele disse à igreja de Laodicéia, “Eu os aconselho”, Jesus nos aconselha enquanto cresce o engano e o contexto global perde seu rumo.


O plano de Jesus é preparar Sua igreja com a sabedoria do Espírito Santo. Assim como Ele levantou João Batista para preparar o Seu caminho para a primeira vinda, o Senhor está levantando nesses dias homem e mulheres que entendem o que as Escrituras dizem sobre o segundo retorno de Cristo e estarão prontos a compartilhar estas verdades com outros.

Nós somos chamados a vivermos como tochas como João, pois Jesus o chamou de “lamparina que arde e brilha” na sua geração (João 5:35). Requererá diligência, mas Deus dará sabedoria a todos que pedirem.

Escrito por: Stuart Greaves

Tradução: Luiza Dias Fonte: IHOPKC BLOG


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